GLOBALISMO, GLOBALIDADE OU GLOBALIZAÇÃO?

O que globalizou foi o fenômino do Estado-Nação. Agora tem Estado Nacional para todos os lados. No início do século XX, eram 60 países, no máximo. Agora tem 200 Estados. O capital, quanto mais fortalece e expande, mais fica nacionalista.

(José Luis Fiori)

sábado, 27 de março de 2010

Etapa 3 - b) O Desenvolvimento do Sistema Capitalista de Produção

O sistema capitalista de produção durante o século XX esteve diretamente relacionado à indústria automobilística com o surgimento do fordismo, que possuía três principais características, a saber: Produção em massa, para reduzir o custo de produção e o preço de venda; Racionalização da produção através do parcelamento de tarefas; e a Linha de Montagem, na qual os empregados exerciam tarefas individuais sucessivas. O fordismo pregava a produção em larga escala, com baixos salários, condições precárias de trabalho e a maior obtenção de lucros possíveis, portanto este modelo de produção mostrou uma intensa exploração do trabalhador, como também um acúmulo de capital.
Diante disso, os trabalhadores nas décadas de 1960/1970 começaram a clamar por melhores condições de trabalho, mais respeito, e também o próprio Estado de bem-estar social acaba entrando em crise em países da Europa levando a este tipo de modelo de produção ao declínio. O que levou o fordismo a uma crise estrutural, caracterizada pela queda no lucro devido ao aumento do valor da mão-de-obra, resultantes desses clamores por melhores condições de trabalho.
Com isso um novo modelo de produção apareceu como solução para a crise do capital ocorrida nos anos 70, chamado de toyotismo, este dizia ser uma “alternativa” a exploração dos operários, pois via nestes o reconhecimento dos valores dos trabalhadores, da ação do trabalho em equipe e de suas qualificações profissionais, no entanto, o que se avistava era mais do mesmo, ou seja, o trabalhador continuava sem perspectivas de melhora, mal remunerado, trabalhando horas a fio, muitas vezes em situações desumanas, tudo em nome do enriquecimento desenfreado, da ânsia de alguns para a maximização dos lucros, da mesma forma que ocorria no fordismo.
Podemos concluir que durante todo o processo capitalista, o único objetivo sempre foi o lucro, não existindo respeito algum pelo trabalhador, priorizando apenas o capital. Em ambos os casos, fordismo e toyotismo, o objetivo era o lucro, os dois modelos de produção possuíam estratégias diferentes, porém, pretendiam-se chegar ao mesmo ponto.


Bibliografia:

PERES, Marcos Augusto de Castro. Do Taylorismo/Fordismo à acumulação flexível Toyotista: novos paradigmas e velhos dilemas. Disponível em: http://www.deboraprado.pro.br/disciplinas/globalizacao/arquivos-globalizacao. Visualizado em: 25 de Março de 2010.



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